Núcleo de Arte Rupestre da Canada do Inferno
O sítio da Canada do Inferno fica na margem esquerda do Côa, em terrenos do concelho e freguesia de Vila Nova de Foz Côa. A visita inicia-se no Museu do Côa. Parte-se numa viatura todo-o-terreno, com um guia, por uma estrada alcatroada, num percurso com cerca de 7 kms, até junto das obras da abandonada barragem do Baixo Côa. A partir daqui prossegue-se mais 3 kms por caminho de terra batida, através destas mesmas obras que fazem parte da história da descoberta da arte do Côa. O percurso final a pé é de cerca de 400 metros até ao local de implantação das primeiras gravuras visitadas, por trilho estreito mas arranjado.
O sítio localiza-se na margem esquerda do troço final do rio Côa, junto a uma antiga praia fluvial, hoje coberta pela albufeira do Pocinho, que cobre também grande parte das 43 rochas gravadas que aqui são conhecidas, das quais 37 apresentam figurações paleolíticas. O percurso escolhido para visitação pública, condicionado a aspectos de acessibilidades das rochas e perceptibilidade das suas gravuras, inclui seis rochas, todas excepto uma com gravuras paleolíticas.
Este foi o primeiro núcleo identificado em finais de 1991, com a descoberta da rocha 1. Seria publicamente divulgado em Novembro de 1994. Em termos cronológicos estão aqui representadas todas as fases da arte paleolítica do Côa e períodos posteriores, excepto a Idade do Ferro.
Salienta-se a rocha 1 pelo seu simbolismo histórico, mas também pelo conjunto de representações que na sua maioria se sobrepõem. Os motivos mais perceptíveis foram feitos por picotagem, complementada com a abrasão. De notar uma figura de cavalo que apresenta duas cabeças, documentando assim a invenção da animação gráfica.
Salientamos ainda na rocha 14, entre diversas figuras, uma belíssima cabra representada a traço filiforme múltiplo, que deu origem ao actual logótipo do Parque Arqueológico e Museu do Côa.
A tradição de gravura neste sítio continuou durante o Neolítico e só terminou na segunda metade do século XX com as gravuras picotadas pelos últimos moleiros do Côa. Entre eles, salientam-se Alcino Tomé e António Seixas, que trabalharam na Canada do Inferno nos anos 40 e 50 do século XX, e cujas gravuras se encontram maioritariamente submersas. A rocha 7, que se encontra logo subjacente à rocha 1, apresenta algumas gravuras picotadas de Época Moderna, facilmente visíveis. Aliás, o caminho feito pelos visitantes é o antigo caminho dos moleiros da Canada do Inferno, e na visita é possível observar diversos exemplos da arquitectura tradicional da região
Local de partida: Museu do Côa, nos arredores de Vila Nova de Foz Côa. O museu fica a cerca de 3 kms do centro de Vila Nova de Foz Côa, sendo acessível por estrada devidamente sinalizada.
Horário: No Inverno as visitas iniciam-se a partir das 9h15, e no Verão a partir das 9h30, havendo diversas ao longo da manhã.
Duração da visita: 1h30 a 2h
Percurso pedestre total – cerca de 800 metros, fácil
Devido às elevadas temperaturas atingidas no Verão, recomenda-se fortemente o uso de chapéu e protector solar, e de calçado e roupa confortável, devendo também cada visitante prevenir-se com água suficiente.
Recomenda-se marcação prévia!
10€












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