Pelourinho de Alijó
Designação
Pelourinho de Alijó
Localização
Vila Real, Alijó, Alijó
Acesso
Largo do Pelourinho
Protecção
IIP, Dec. nº 23 122, DG 231 de 11 Outubro 1933
Enquadramento
Urbano, isolado, no centro da vila, junto à principal estrada que a atravessa. Ergue-se no centro de um pequeno largo que ladeia o edifício dos Paços do Concelho (v. PT011701010053), para trás do qual se desenvolve praça ajardinada, com canteiros de relva, fonte central de repucho, enquadrada por várias oliveiras e com bancos de pedra. Fronteiro ao pelourinho, do outro lado da estrada, ergue-se o Palacete dos Viscondes da Ribeira de Alijó (v. PT011701010099) e nas proximidades a Igreja Paroquial (v. PT011701010046) e o chafariz da vila (v. PT011701010077).
Descrição
Sobre soco de planta quadrada composto por dois degraus, assenta a base monolítica também quadrada com cavidade para encaixe do fuste cilíndrico. Este possui bocel junto à base e remate com gola e colarinho, capitel de chapa rasa com moldura, encimado por uma base cónica com remate esférico. O soco do pelourinho apresenta-se envolvido por uma protecção com gradeamento metálico.
Descrição Complementar
Não definido
Utilização Inicial
Marco jurisdicional: Pelourinho
Utilização Actual
Marco histórico-cultural: Pelourinho
Propriedade
Pública: Estatal
Afectação
Autarquia local, Artº 3, Dec. nº 23 122, 11 Outubro 1933
Época Construção
Séc. 20
Arquitecto | Construtor | Autor
Desconhecido.
Cronologia
1225 - D. Sancho II manda povoar a "vila"; 1226, Abril - concessão de foral, o qual menciona que o imposto anual do concelho, elevado para 70 morabitinos, seria pago na vila da Feira de Constantim, na presença do juíz de Panóias; séc. 13 - provável construção do primitivo pelourinho; 1269, 15 Novembro - D. Afonso III deu-lhe também foral, citando já nele o lugar de Presandães; 1369 - D. Fernando, tendo em consideração que Vila Real não se encontrava suficientemente povoada, integrou no seu termo os lugares e aldeias que lhe pertenciam no
tempo de D. Dinis, a saber, os julgados e coutos de Alijó, Favaios, Goivães, Jales, Lamas de Orelhão, Murça e Paredes; 1384 - na sequência da crise de 1383 - 1384, e dado que Vila Real apoiara Castela, o Mestre de Aviz integrou Alijó e Favaios, com seus termos e jurisdições, no concelho de Ansiãos; 1385 - confirmação desta doação após a proclamação do Mestre de Aviz como rei; Alijó passa para a posse de Álvaro Pires de Távora, 3º Senhor de Mogadouro; 1514, 10 Julho - D. Manuel concedeu-lhe foral novo; 1759, 13 Janeiro - após a execução dos Marqueses de Távora, donatário da vila, por suspeita de envolvimento na tentativa de assassinato de D. José I, Alijó foi incorporado nos bens da coroa; séc. 19 / 20 - derrube do pelourinho a
pretexto de se fazerem obras no pavimento da praça; posteriormente, a Associação dos Arqueólogos Portugueses, por iniciativa de Silva Leal, mandou-o restaurar, intervindo nisso os Sr. Torcato Luís de Magalhães, Domingos Rufino e Visconde de Alijó; reconstrução do actual pelourinho.
Tipologia
Arquitectura jurisdicional, revivalista. Pelourinho revivalista de chapa rasa.
Características Particulares
Pelourinho reconstituído, com plinto paralelepipédico, com cavidade para encaixar a coluna, cilíndrica.
Dados Técnicos
Estrutura autoportante.
Materiais
Estrutura de granito; gradeamento em ferro.
Bibliografia
LEAL, Silva, Os Pelourinhos de Traz-os-Montes: XIX - Alijó, Ilustração Trasmontana, vol. 3, 1910, p. 182 (inclui
foto); CHAVES, Luís, Os Pelourinhos Portugueses, Gaia, 1930, p. 37 (gravura); CARDOSO, Nuno Catharino,
Pelourinhos de Traz-os-Montes, Lisboa, 1936; LEITÃO, Fernando Rodrigues, Monografia do Concelho de Alijó,
Lisboa, 1963; MALAFAIA, E. B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses. Tentâmen de Inventário Geral, s.l., 1997.












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